Casos de Inovação

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Nexxto

Apresentação

Empresa brasileira é pioneira no uso da tecnologia Internet das Coisas (IoT), para controlar e monitorar ambientes de armazenamento, com eficiência e baixo custo.

A empresa

• São Paulo/SP

• EPP

• 20 Colaboradores

• Inovação de produto

• Agenda da MEI: PME inovadoras/ Financiamento para inovação

O projeto

A empresa paulista Nexxto desenvolveu um sistema de monitoramento automatizado de ambientes de armazenamento de alimentos e medicamentos, que permite controlar as variáveis de temperatura e umidade, o que ajuda na preservação da qualidade e na redução de perdas de produtos, além de atender, com muito mais eficiência, às exigências legais de controle da Anvisa. 

Trata-se de um sistema inteligente, que capta, 24 horas por dia, as informações coletadas por sensores sem fio instalados nos equipamentos. Os dados podem ser acessados em tempo real – de qualquer local e em qualquer horário – pela internet. Para facilitar a tomada rápida de decisões, a ferramenta emite relatórios e envia alertas por SMS e e-mails sobre eventuais alterações, que possam comprometer a qualidade dos produtos armazenados.

Esse controle on-line também elimina os falhos e trabalhosos controles manuais por meio de planilhas que, sejam de papel ou eletrônicas, passam longe da confiabilidade, segurança e sistematização de informações oferecidas pela Nexxto.  Na definição de Antonio Rossini, fundador e CEO da empresa, “a missão da Nexxto é conectar as pessoas às coisas que importam para elas, em qualquer lugar e a qualquer momento”.

Lançada em agosto de 2016, a solução Nexxto conquistou 23 clientes em apenas 6 meses, entre grandes redes fornecedoras de alimentos e medicamentos atuantes em todo o Brasil, além de clientes de menor porte, como lanchonetes e boutiques de carnes.

Os sócios calculam que o mercado potencial para o produto gire em torno de R$ 250 milhões, considerando apenas os 300 maiores varejistas, nos três segmentos em que a empresa hoje atua: farmácias e drogarias, supermercados e atacadistas e redes de restaurantes e serviços de alimentação.

Esses números são suficientemente relevantes para concretizar a meta da empresa, com faturamento de R$ 2,3 milhões em 2016, de se transformar na maior provedora de soluções em IoT da América Latina, nos próximos cinco anos.

Para alcançar esse objetivo, a Nexxto conta com uma talentosa e bem preparada equipe de 20 pessoas, mais de 90% delas formadas na USP, Unesp e Unicamp, sendo que 40% de seus profissionais possuem mestrado, doutorado ou pós-graduação.

O crescimento tem sido rápido. A empresa estabeleceu parcerias com a Stefanini, provedora global de soluções empresariais de base tecnológica, para o desenvolvimento de produtos em outros segmentos. Além disso, o projeto da Nexxto foi um dos 10 selecionados pela Accenture, para acelerar a introdução de tecnologia no varejo.

As possibilidades parecem infinitas. “Nós desenvolvemos a plataforma para identificar qualquer tipo de variável, e esse é um diferencial competitivo bastante significativo em relação a outras soluções do mercado, utilizadas normalmente para uma aplicação específica”, explica Antonio. Não é à toa que a Nexxto foi eleita pelo movimento 100 Open Startups, em 2016, como a terceira startup mais promissora do Brasil e, em 2017, conquistou o prêmio de pequena empresa com maior volume de negócios na feira APAS Show, maior evento do varejo mundial.

 

Novas tecnologias

A empresa foi criada em 2010, inicialmente com o nome de RFIDEAS, por dois amigos, o engenheiro de telecomunicações Antonio Rossini e o engenheiro de sistemas eletrônicos Lucas Almeida, recém-formados na Faculdade Politécnica da Universidade de São Paulo.

A primeira escolha foi trabalhar com a tecnologia de identificação por radiofrequência, conhecida como RFID. “Queríamos algo que nos despertasse paixão pelo trabalho, que possuísse um componente tecnológico e que tivesse uma proposta de valor clara, um mercado definido”, explica Lucas.

Na época incubada no Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia, localizado no Ipen/USP), a empresa incorporou o engenheiro Matheus Costa como sócio e desenvolveu o primeiro produto, batizado de Artis, um sistema de rastreamento de ativos voltado para centros de processamento de dados, adquirido pela Alog Datacenters do Brasil, atualmente Equinix Company, a maior plataforma de datacenters do mundo.

O sucesso do produto resultou nos títulos de segunda melhor startup do Brasil e de primeira startup de TI no Desafio Brasil, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, em 2013. 

Abertos a novas ideias, os sócios perceberam o maior potencial do mercado de monitoramento de ambientes propiciado pela tecnologia IoT e conseguiram, em 2015, um aporte da SP Ventures para o desenvolvimento e aplicação da Internet das Coisas no Brasil.

É quando a empresa dá uma importante guinada, troca a marca RFIDEAS por Nexxto, posiciona-se como provedora de soluções em IoT, lançando, no ano seguinte, o monitoramento de umidade e temperatura. Com isso, amplia as perspectivas de crescimento de um negócio, movido a paixão pela tecnologia.


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