MEI

Mobilização Empresarial pela Inovação - MEI

A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), criada em 2008 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), trabalhou nessa direção ao longo de 2016, defendendo, nas diferentes instâncias de interlocução, uma agenda positiva para o Brasil, com foco na ampliação da capacidade de inovação das empresas, como estratégia para se alcançar o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

A MEI, que hoje conta com MAIS DE 150 líderes empresariais, trabalhou ativamente pela aprovação do Novo Marco Regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação que, apesar dos vetos presidenciais, traz medidas que buscam facilitar a cooperação universidade-empresa, bem como a realização de compras e encomendas governamentais de tecnologia, mecanismos reconhecidamente importantes para acelerar os processos de inovação na indústria.

Nessa mesma linha, a MEI elaborou documento com sugestões de aprimoramento à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) para o período 2016-2019, com propostas, metas e prioridades em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), para que o Brasil alcance maior protagonismo no mapa da economia global. Elaborou, também, proposta de regulamentação para a Lei nº 13.243/2016, que trata de estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação, com o objetivo de assegurar a desburocratização de sua aplicação, assim como garantir o estímulo ao desenvolvimento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) entre Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e empresas.

Adicionalmente, a MEI aprofundou o debate em torno dos seis principais temas definidos em sua Agenda. Esses temas foram abordados nas reuniões do Comitê de Líderes Empresariais, bem como nas seis edições do Diálogos da MEI.

Os principais avanços e resultados alcançados em cada um dos temas trabalhados pela MEI foram:

  • Marco institucional da inovação: definição sobre uma plataforma da MEI para ser referência como repositório de informações sobre inovação e disseminação de análises e avaliações sobre a execução de políticas públicas - Observatório de Inovação;
  • Marco regulatório da inovação: participação ativa na sanção do novo marco regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação; manutenção da vigência da Lei do Bem; assinatura do projeto piloto de PPH com os EUA; sanção da Lei 125, de 2015, que protege o investimento-anjo em startups; aprovação da regulamentação da Lei de Biodiversidade - discussão de proposta de regulamentação e a sanção do decreto;
  • Recursos Humanos para inovação: criação de Grupo de Trabalho com representantes das empresas, academia e governo, visando a discutir e propor ações e um plano de trabalho elaborado para a modernização dos cursos de engenharia do país;
  • Financiamento à inovação: apoio aos editais da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) de fomento à inovação e defesa do não contingenciamento de recursos e da melhoria da governança do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal instrumento de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação no país; publicação do MEI Tools, um esforço da MEI para disseminar informações sobre instrumentos de inovação vigentes das entidades do Sistema Indústria (SESI, SENAI e IEL) e de instituições que participam da MEI (ABDI, ANPEI, APEX, BNDES, CAPES, CNPq, EMBRAPII, Finep, MCTIC, MDIC e SEBRAE);
  • Inserção global via inovação: consolidação de parcerias em inovação com Estados Unidos e Alemanha - países estratégicos, indicados pelo empresariado em pesquisa realizada em 2015; realização de três edições do programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação, nos Estados Unidos, Alemanha e Brasil, que reuniram 41 organizações, 68 executivos e viabilizaram acesso a 23 centros de PD&I que atuam em projetos de fronteira.
  • Startups e pequenas e médias empresas inovadoras: apoio à assinatura do acordo de parceria entre o SENAI e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com vistas a impulsionar a atividade inovadora mediante a conexão entre indústrias e startups de base tecnológica, micro e pequenas empresas.

Acesse o site da MEI para outras informações: http://www.portaldaindustria.com.br/cni/canais/mobilizacao-empresarial-pela-inovacao/

Agenda de Inovação

A MEI entende que a agenda de Inovação deve ser uma prioridade para as lideranças empresariais e para o setor público e, portanto, no âmbito de sua estratégia, vem executando e coordenando diversas iniciativas para difundir e fortalecer a inovação, destacando-se:

Prêmio Nacional de Inovação

Reconhece as empresas brasileiras que contribuíram para o aumento da competitividade do país.

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria

Realizado a cada dois anos, com o objetivo de promover o diálogo entre setores público e privado sobre a agenda empresarial da inovação.

Núcleos Estaduais de Inovação

Para incentivar as empresas a inovar.

Programa Inova Talentos

Para incentivar projetos inovadores e capacitar novos talentos, por meio de desafios de inovação.

A MEI, periodicamente, reúne o Comitê de Líderes Empresariais com autoridades do governo para apresentar propostas de políticas para inovação e estabelecer uma construção conjunta de políticas e programas de estímulo à inovação.

Publicações

Para disseminar e difundir sua estratégia, a MEI vem lançando diversas publicações que contemplam o fortalecimento da inovação empresarial, aperfeiçoamentos e novas políticas para estimular a inovação, proposição de melhorias na articulação e gestão da inovação, desenvolvimento do ambiente e cultura da inovação nas empresas e o estímulo de competências promotoras da inovação. Clique e conheça as publicações mais recentes.

Destaque

O Mobilização empresarial pela Inovação, por meio da publicação “MEI – O estado da Inovação no Brasil – 2015” apresenta uma nova agenda, com 9 temas, para ampliar a inovação empresarial, que reflete os desafios para dar o grande salto que permitirá ao Brasil se posicionar como uma economia próspera.

o estado da inovação no brasil

MEI - O Estado da Inovação no Brasil - 2015

Modernização do Marco Legal e Melhoria do Sistema de Financiamento à Inovação

Marco Legal da Inovação e Melhoria do Sistema de Financiamento compreende os instrumentos legais que regem a alocação de recursos para PD&I, sejam ações de fomento com recursos não reembolsáveis, sejam operações de crédito reembolsáveis. O estudo cobre também a gestão dos recursos nas universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento, como os empréstimos tomados nas linhas reembolsáveis do BNDES e da FINEP.

Projetos Estruturantes de PD&I

Projetos Estruturantes de PD&I definem as prioridades de pesquisa e planos de ação conjuntos ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas, chegando aos limites da pesquisa, desenvolvimento e engenharia no País. A coordenação desses esforços tem por objetivo a geração de saltos tecnológicos e de inovação, ganhos de competitividade e crescimento econômico a médio e longo prazo.

Projetos de P&D pré-competitivos

O compartilhamento de riscos, a indução pública por meio da formação de consórcios articulados com empresas, universidades e instituições de pesquisa e a definição de encomendas tecnológicas pelo Estado são a base de uma particular forma de inovação constituída pelos Projetos de PD&I Pré-competitivos. O estudo analisa como esses projetos passam por altos riscos tecnológicos, além de recursos financeiros bem superiores às demais fases de pesquisa básica ou desenvolvimento da tecnologia, além de apresentar propostas de políticas de inovação no tema.

Internacionalização de Empresas

O paradigma brasileiro em relação à internacionalização das empresas é o da exportação, típico de um país que enxerga o assunto como algo que não tem mão dupla. O Brasil tem um histórico modesto de internacionalização das suas empresas. A pouca internacionalização parece estar associada a vários fatores, entre os quais a forte orientação da economia para o mercado doméstico. Nesse sentido, o artigo explora medidas para elevar a competitividade, reduzir a dependência do mercado interno, buscar economias de escala, aproveitar a demanda mundial, estabelecer plataformas de exportação e acompanhar concorrentes no mercado externo.

Atração, Desenvolvimento e Retenção de Centros de PD&I

A atração, o desenvolvimento e a retenção de centros de PD&I facilita o acesso às cadeias de distribuição, aos fornecedores globais, aos mercados externos, às tecnologias de ponta, aos centros de conhecimento tecnológico de outros países, a empregos qualificados, entre outros benefícios. Nesse sentido, é fundamental o fortalecimento do ecossistema de inovação nacional com a institucionalização de planejamento de longo prazo para sustentação de políticas que privilegiem a atração desses centros, como alavanca ao desenvolvimento nacional.

Fortalecimento das Engenharias

Engenheiros são cerca de metade de toda a força de trabalho de nível superior que trabalha com P&D nos Estados Unidos. No Brasil não deveria ser diferente, já que mais inovação e aumento da competitividade da indústria nacional estão diretamente relacionados com a qualidade e a quantidade de engenheiros e tecnólogos à disposição no mercado de trabalho. O estudo analisa a necessidade de elaboração de um ambicioso programa de fortalecimento e modernização do ensino de engenharia, como essencial para a agenda nacional de inovação.

Fortalecimento da Propriedade Intelectual e Acesso à Biodiversidade

Decisões de investimentos são balizadas por uma avaliação dos retornos econômicos esperados e dos riscos envolvidos. À luz desses parâmetros, investidores optam entre alternativas de negócios, localizações, parceiros etc. Para que o Brasil figure com destaque no mapa das localidades receptoras de investimentos em inovação, é necessário garantir os direitos de propriedade intelectual e eliminar ou reduzir dificuldades e custos excessivos de transação na celebração de contratos. O artigo discute a necessidade de previsibilidade e segurança jurídica sobre a apropriação dos resultados econômicos dos esforços de inovação, diminuindo a percepção de risco e aumentando a expectativa de retornos.

Desenvolvimento da Bioeconomia

O desenvolvimento da bioeconomia é uma oportunidade única para a economia brasileira neste início de século. É uma nova fronteira para o desenvolvimento nacional fundada nas possibilidades trazidas pelas ciências biológicas. Essa nova era tem a capacidade de criar novos empregos e renda e de gerar novas opções econômicas para o país com base na aplicação de conhecimentos e tecnologias à sua biodiversidade. Nesse contexto, o artigo analisa a necessidade de fomento da pesquisa na área biológica, como fator essencial para possibilitar que novos conhecimentos sejam gerados no Brasil, direcionando corretamente o sentido do avanço de segmentos empresariais estratégicos, como o da agroindústria, o da indústria farmacêutica e da saúde, o da indústria química e de biocombustíveis, entre outros.

PD&I para PME e Estímulo às Startups

Duas décadas de baixo crescimento da economia, do final dos anos 1970 a meados dos anos 1990, endividamento elevado, desequilíbrios macroeconômicos agudos e alta inflação tornaram o Brasil um ambiente muito hostil ao surgimento de startups, em um período em que o mundo já começava a experimentar esse modelo desenvolvido no Vale do Silício. No país, a ponte entre conhecimento e negócios foi, antes, estabelecida pela construção de incubadoras de empresas de base tecnológica localizadas dentro ou ao lado das universidades públicas brasileiras. O estudo analisa a ideia de que a inovação encontra melhor conduto em ecossistemas nos quais atuam empreendedores, investidores individuais (anjo) e institucionais (fundos de venture capital e private equity), aceleradoras, advogados especializados em propriedade intelectual e direito comercial, fatores que necessitam ser coordenados e modernizados.


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